Elvira Fortunato

Chamo-me Elvira Fortunato e nasci em Almada, a 22 de julho de 1964. Tenho 56 anos. Licenciei-me em Engenharia dos Materiais, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Fiz o doutoramento nas áreas de Microeletrónica e Optoeletrónica.

No Dia Internacional da Língua Portuguesa (5 de maio), os finalistas do Colégio de Santa Teresa de Jesus iniciam a publicação de biografias (ficcionadas) de portuguesas e portugueses com carisma. Agradecemos um comentário que revele a valorização do seu trabalho.

Horizonte digital 2021

Chamo-me Elvira Fortunato e nasci em Almada, a 22 de julho de 1964. Tenho 56 anos. Licenciei-me em Engenharia dos Materiais, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Fiz o doutoramento nas áreas de Microeletrónica e Optoeletrónica.

Atualmente, sou professora catedrática e investigadora na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Fui nomeada vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, no dia 14 de setembro de 2017. A equipa de investigação do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT), liderada por Rodrigo Martins e por mim, distinguiu-se pela descoberta do transístor de papel. Sou casada, desde 1986, com o cientista e investigador Rodrigo Martins.

Recebi o primeiro prémio na área de Engenharia, atribuído pela Agência Executiva do Conselho Europeu de Investigação.

2016 - Medalha Blaise Pascal, atribuída pela Academia Europeia das Ciências.

2017 - Medalha Czochralski, atribuída pela Academia de Ciências Polaca em conjunto com o E-MRS

2020 - Recebi da Comissão Europeia o Prémio Impacto Horizonte 2020, pela criação do primeiro ecrã transparente com materiais eco-sustentáveis.

2021 - Foi-me atribuído o Prémio Pessoa 2020, pelas minhas invenções, entre as quais o transístor de papel e a electrónica transparente.

Não esperava ganhar mais um troféu, depois de um ano em que tudo me correu tão bem, culminando com o Horizon Impact Award 2020, o prestigiado prémio atribuído pela UE ao meu projeto Invisible na área da eletrónica transparente, que teve um impacto internacional surpreendente, com mensagens de parabéns de cientistas de todo o mundo. Mas a cereja no topo do bolo ainda estava para vir e só foi conhecida agora, em 2021, com a atribuição do Prémio Pessoa 2020, que distinguiu o meu contributo notável para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação português.


Poema em que a cientista se inspira:

Põe quanto És no Mínimo que Fazes
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

Ricardo Reis, in "Odes" - Heterónimo de Fernando Pessoa


"Não podemos pensar pequenino. Há 500 anos nós descobrimos o que mais ninguém descobriu, nós temos ainda essa capacidade".


O nosso comentário:

Para Elvira Fortunato, é possível chegar às grandes descobertas da ciência com determinação, trabalho em equipa e sonho.

Transformou uma ideia em realidade: transístor de papel. O Prémio Pessoa que recebeu, no dia 23 de abril, é o reconhecimento de um percurso de sucesso que destaca que nós temos a capacidade, “o engenho e a arte” para continuar a aventura das grandes descobertas.


Elvira Fortunato dedica este prémio às “mulheres que trabalham e lutam todos os dias por mais igualdade de oportunidades”.


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Eva e Enzo
– finalistas do Colégio de Santa Teresa de Jesus - 5 de maio de 2021