Mariana Dolores Rey Colaço

Chamo-me Mariana Dolores Rey Colaço Robles Monteiro. Nasci em Lisboa, a 28 de dezembro de 1922. Sou a filha de um casal de grandes atores portugueses, Felisberto Robles Monteiro e Amélia Rey Colaço. Sou atriz, segui os mesmos passos que os meus pais.

No Dia Internacional da Língua Portuguesa (5 de maio), os finalistas do Colégio de Santa Teresa de Jesus iniciam a publicação de biografias (ficcionadas) de portuguesas e portugueses com carisma. Agradecemos um comentário que revele a valorização do seu trabalho.


António GuterresAntónio Guterres


Chamo-me Mariana Dolores Rey Colaço Robles Monteiro. Nasci em Lisboa, a 28 de dezembro de 1922. Sou a filha de um casal de grandes atores portugueses, Felisberto Robles Monteiro e Amélia Rey Colaço. Sou atriz, segui os mesmos passos que os meus pais.

A minha carreira artística começou com a peça “Antígona”, de Sófocles, em 1946, no Teatro Nacional D. Maria II, integrando a companhia teatral dirigida pelos meus pais, a Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro. Um ano depois de me estrear no teatro, casei-me em Sintra, Fontanelas, a 27 de setembro de 1947, com o arquiteto Emílio Gomes Lino. Tivemos três filhos: Manuel Caetano, Francisco Alexandre e Maria Rita. Sou avó da atriz Mónica Garnel. O meu marido, o arquiteto Emílio Gomes Lino, morreu em 1958, no mesmo ano em que faleceu o meu pai.

Em 1962, recebeci o Óscar da Imprensa pela minha participação no filme “Um dia de vida”. Fiz também trabalho para televisão, nomeadamente, participei em séries como “Gente Fina é Outra Coisa” (1983), onde trabalhei ao lado da minha mãe, e em telenovelas como “Vila Faia” (1983), ”Cinzas” (1993), Roseira Brava” (1996) e “Vidas de Sal” (1996), tendo este sido o meu último trabalho. Em 1996, fui agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada (Mérito Científico, Literário e Artístico). A 3 de agosto de 1983, fui nomeada Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Depois tive a honra de ser elevada a Grande-Oficial da mesma Ordem, a 8 de junho de 1996.

Foi uma vida entre guiões, cenários, luzes, sons... histórias reais e o mundo da criatividade, imaginação... Vivi tudo como um abraço ao legado de outras gerações e uma entrega ao hoje.

No dia 20 de outubro de 2009, em Lisboa, com 87 anos ouviu-se um enorme aplauso... Depois fecharam-se as cortinas e, no camarim, guardaram-se as memórias...


Mariana Rey Colaço disse:

“O que muitas vezes pode estragar uma carreira é o bom gosto ou o mau gosto com que se fazem as coisas.”


O nosso comentário:

Com estas palavras, Mariana Rey Colaço quer mostrar-nos que a dedicação e o empenho com que se fazem as coisas podem definir a nossa carreira, tanto para o lado positivo como para o lado negativo.


Mariana e Tomás
– Finalistas 2020-21 do Colégio de Santa Teresa de Jesus